REPORTAGEM DO FANTÁSTICO
O fantástico noticio que as mulheres gastão o equivalente a um carro, no acumulo de alguns anos, com cabeleireiro! Uma cliente afirmou que faz isso sem a menor dor na consciência!
Outra afirmou que muitas vezes vai ao salão só para conversar um pouco.
Um professor da área de beleza, era fuzileiro naval, LARGOU a carreira, para se tornar cabeleireiro.
Uma professora de educação física, largou a carreira, para ser cabeleireira.
Certa senhora, empregada domestica, passou a ser cabeleireira. Hoje é dona de um salão que emprega mais de vinte pessoas. Agora é empresaria.
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Brasileiro gasta cada vez mais dinheiro
com a vaidade.
Com dinheiro no bolso, muitas mulheres estão preocupadas em investir nelas mesmas.
A mulherada está podendo. Com dinheiro no bolso, muitas estão preocupadas em investir nelas mesmas!
A atriz Fernanda Abraão não sente um pingo de remorso aos fazer as contas do que gastou em unha, cabelo e depilação: “Em sete anos, o que gastei no salão poderia comprar um carro zero. Mas é muito bom, não tem preço. Mulher tem que cuidar. Na minha vida tem que estar tudo perfeito, unha perfeita”.
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Nem sempre a mulher vai ao salão de beleza para se arrumar. A professora Ana Maria Álvares, às vezes, vai só para conversar. Ela justifica:”Às vezes você precisa de alguém que te ajude, vivencia, e você precisa desabafar”.
E revela: “Eu me sinto mais sexy, mais atrativa, me produzo mais até para dormir. Faço escova para dormir. Lembra dos filmes antigos? Me sinto assim hoje! Vou dormir bonita e ao lado do meu gato”.
Esse impulso de ficar mais bonita somado ao crescimento da economia ajudaram a bombar os salões pelo Brasil. O número quase dobrou entre 2005 e 2010. São negócios pequenos que dão retorno rápido. “Para começar, não precisa salão, pode ser só um cantinho, diz a cabeleireira Maria José Silva.
E na hora de ficar bonita, ninguém quer discutir preço. A advogada Natalie Soares confessa: “Gasto muito, gasto horrores, não quero nem dizer quanto para não assustar o marido!”
Um estudo feito pela Fecomercio mostra aonde chegou a obsessão com a beleza. “A vaidade do brasileiro é tanta que ele gasta R$ 1 bilhão com salão de beleza, que é o mesmo tanto com um bem básico que é o frango”, compara o economista Guilherme Diteze.
E o salão entra cedo no orçamento da família. “Em uma festa em que todo mundo está bonito, você estar bonita é importante”, justifica Isabela de Andrade, de 15 anos.
“A gente gasta em media, por semana, R$ 700, por aí. Cabelo toda semana, podologia, etc.”, diz Yasmin Jordi, 15 anos.
Com tanta gente gastando, tem muita gente ganhando com isso. Basta ver a procura pelos cursos profissionalizantes. Uma escola no Rio de Janeiro teve aumento de 20% no número de inscritos de 2010 para cá. Muitos decidiram aposentar um diploma universitário.
As pessoas que procuram este tipo de curso vem das mais diversas profissões. A Andrea trabalha como empregada domestica, Vanessa é vendedora e Luciane é recepcionista. Elas têm um sonho: sair empregadas em um bom salão. Mas a Cristiane Chateaubriand pensa mais longe: há 20 anos ela é formada e professora de Educação Física, mas quer sair do curso empresária.
Maicon é um dos professores do curso. Deixou de ser fuzileiro naval e enfrentou o preconceito da família para investir na nova carreira. “Se eu soubesse que a profissão era assim, eu nem tinha ido para a Marinha, era cabeleireiro desde que nasci!”, diz ele. “Sem falar nos valores: em um ano eu fui promovido de soldado a suboficial. Coisa que levaria 20 anos na Marinha”.
A Jô é um exemplo de quem investiu em cursos profissionalizantes e deu uma virada na vida dela. Há 20 anos, ela trabalhava como empregada domestica e hoje é dona de salão com 30 funcionários. “Decidi investir em beleza porque há mulheres trabalhando mais exigentes, com mais dinheiro, investindo mais em si mesmas. O mercado de beleza está crescendo em cima disso”, explica.
O salão recebe 50 clientes por dia e sempre aparece mais gente procurando os serviços da equipe de Jô.
“A mulher compra satisfação, felicidade e beleza também. Ninguém compra escova. Compra alegria, autoestima”, conclui Jô.
Reportagem exibida pelo Fantastico em 10/07/2011

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